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Tanya Tagaq – 06 de Julho

Provavelmente nunca ouviu nada assim, a música de Tanya Tagaq é algo inclassificável, belo e ao mesmo tempo obscuro. Falamos de uma das artistas mais importantes do Canadá, vencedora de prémios como Juno Awards ou o conceituado Polaris Music Prize tendo vencido nesse ano ao lado de nomes como Arcade Fire e Drake.

Throat singer inovadora que se tem destacado em colaborações com nomes como Björk ou Mike Patton, Tanya Tagaq recorre à tradição secular do Inuit Vocal Game (o canto tradicional dos esquimós) para compor, a partir de uma técnica perfeita de inalação e exalação. Funde elementos de punk rock, metal e eletrónica.

O seu quinto álbum de originais, lançando em Março de 2019, recebeu grande elogio e atenção da crítica com publicações na imprensa especializada internacional que a levou a ser capa da revista The Wire em Maio deste ano. Nomeada como Membro da Ordem do Canadá, estatuto atribuído apenas às personalidades mais importantes desse país, em 2019 podemos encontra-la no programa 60 minutos da cadeia americana CBS ou na Rolling Stone Americana em grande destaque.

Conhecida por apresentar performances intensas, viscerais e físicas. Tanya Tagaq já fez tournées pelo mundo todo, incluindo o Carnegie Hall em Nova Iorque . Tanya será responsável pelo concerto de abertura dos Concertos L.


Luedji Luna – 17 de Julho

Do Salvador da Baia para o mundo, chega-nos uma das principais vozes contemporâneas do Brasil atual. Luedji Luna conquistou a crítica e o público com seu álbum de estreia, Um Corpo no Mundo. Vencedora de   vários prémios. Luedji é mulher, negra, cantora e compositora e faz questão de de trazer a história, a identidade e mostrar a beleza que envolve a cultura negra.

Suas músicas retratam o preconceito racial, feminismo, empoderamento feminino, especialmente da mulher negra, retratando a cultura afro-brasileira, demonstrando em suas letras a africanidade do brasileiro, cantando sobre religiões de matriz africana. Suas músicas misturam ritmos afro-brasileiros, R&B, jazz e blues, além da MPB.

A cantora Luedji Luna é o novo fenômeno da música popular brasileira e conquista seu espaço em importantes palcos ao lado de nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Milton Nascimento. Os seus vídeos já ultrapassam mais de 3,5 milhões de visualizações e tem sido convidada para atuar nos festivais mais emblemáticos do Brasil.

Na sua primeira digressão internacional que inclui o conceituado Montreal Jazz Festival, casa da Música entre tantos outros, Luedji Luna coloca a Madeira no mapa dos seus concertos para uma noite de ritmos fortes com a sua banda completa, simplesmente imperdível.


Mão Morta – 24 de Julho

Apresentação do novo disco

Ao longo das últimas três décadas, os Mão Morta têm tido sempre uma palavra a dizer no rumo do rock em Portugal. Com uma discografia que soma mais de catorze discos de originais (aos quais se juntam registos ao vivo ou compilações), a banda de Braga dividiu opiniões, criou alguns hinos geracionais e conta com um percurso onde não faltam episódios curiosos. Um deles decorreu mesmo antes da sua formação, quando Harry Crosby, então músico dos nova-iorquinos Swans, considerou que Joaquim Pinto “tinha cara de baixista”. Esta opinião, partilhada em Berlim algures em 1984, após um concerto do grupo norte-americano, serviu como incentivo para que Joaquim Pinto se sentisse encorajado a aprender a tocar baixo e a formar uma banda. E assim nasciam os Mão Morta.

“Mão Morta”, o álbum de estreia, foi editado em 1988 e não desiludiu os que seguiam o grupo até então. O aplauso da imprensa musical, a adesão aos concertos que se sucederam e até os elogios de Nick Cave (para quem os Mão Morta fizeram, nesse ano, as primeiras partes em Lisboa e no Porto) contribuíram para que o arranque da discografia do grupo fosse feito da melhor forma. Era um disco completamente diferente do que então se fazia em Portugal.

Desde então os Mão Morta tornaram-se numa das maiores bandas de culto de Portugal e arredores com passagem pelos grandes festivais, como o Rock In Rio Lisboa, o Alive, o Paredes de Coura – onde são aliás presença recorrente –, o Primavera Sound Porto ou o Reverence e de actuações por Espanha, França, Itália e Brasil.

Em 2018 os Mão Morta começaram também a tocar excertos do que anunciavam ser o próximo trabalho conceptual, que estreou no início de 2019 numa sala completamente lotada do Guidance – Festival Internacional de Dança Contemporânea de Guimarães. Tratava-se de “No Fim Era o Frio”, um espetáculo de dança criado em cooperação com a coreógrafa Inês Jacques, e que para além da banda inclui a presença de seis bailarinos. A música do espetáculo, gravada em estúdio, constitui o próximo álbum de originais, “No Fim Era o Frio”, com edição prevista para Setembro de 2019. A Madeira será um dos primeiros lugares a nível nacional a conhecer o novo trabalho de originais, concerto que antecede as apresentações oficiais do disco nas grandes salas em Setembro no país, um luxo, ao vivo nos Concertos L.


Lobos de Barro – 31 de Julho

Valter Lobo e André Barros fazem parte dos novos grandes valores da música portuguesa, ambos com carreiras sólidas mas com percursos muito distintos, juntam-se para criar um disco que é uma homenagem às sonoridades e poesia lusa com uma emoção e sensibilidade única, transversal ao género e lugar.

Valter Lobo é um dos mais importantes canta-autores da nova geração, presenteou-nos com grandes temas cantando em Português em dois discos que desde logo chamou a atenção das playlists dos principais programas de autor das rádios nacionais.

O compositor e pianista André Barros, distinguido internacionalmente, move-se entre o universo contemporâneo, o clássico e o de bandas sonoras. Vencedor de prémios como o de melhor banda sonora no Los Angeles Independent Film Festival Awards, pelo seu trabalho na curta-metragem “Our Father”, de Linda Palmer. Com vários álbuns editados, é possível encontrar a sua música em grandes publicidades internacionais.

André Barros e Valter Lobo encontram-se no fim de uma festa com um bolo desfeito. Trocam canções e emprestam de si mesmos o que lhes é inerente compondo um novo universo. Esta criação foi presencialmente testemunhada por dois lobos de barro que enfeitavam aquela sala caótica. André Barros joga no piano e programações, melodias e ambiente etéreos. Valter Lobo a voz e as palavras das entranhas. Os “Lobos de Barro”  embarcam num navio de pavilhão português navegando uma sonoridade tão frágil quanto forte num exercício visceral, virados do avesso.


André Santos convida Salvador Sobral – 14 de Agosto

É já uma tradição nos Concertos L, uma noite em que o conhecido músico madeirense André Santos é o anfitrião e convida músicos de referência nacional para pisar o palco da Estalagem. Na edição deste ano traz-nos um dos nomes mais importantes da música nacional, Salvador Sobral, vencedor da Eurovisão em 2017 com a melhor pontuação de sempre no certame. Salvador Sobral tornou-se num dos músicos mais desejados do público português e internacional, tendo sido premiado com um EBBA Award, foi considerado a personalidade do ano pelo jornal Expresso. Com dois álbuns de originais em nome próprio e voz do projecto de rock electrónico liderado pelo pianista Julio Resende – Alexander Search.

André Santos é um dos músicos mais activos do jazz nacional, nascido na Madeira, Já colaborou com músicos como Carlos Bica, Maria João, Teresa Salgueiro entre tantos outros. A nível de discografia destacam-se os seus discos ‘Ponto de Partida’ e ‘Vitamina D’, o projecto Mano a Mano, com o irmão (e também guitarrista) Bruno Santos, e, mais recentemente, o projecto Mutrama, no qual revisita a música tradicional madeirense com base em recolhas feitas pela Associação Xarabanda.

Neste concerto iremos ter também o André Rosinha no contrabaixo e Joel Silva na bateria. André Rosinha é membro da banda do Salvador Sobral e o ano passado lançou o seu primeiro disco em nome próprio muito aclamado pela crítica. Joel Silva é outro músico muito talentoso, produtor musical do segundo álbum de Salvador Sobral. Em 2014 editou o seu primeiro álbum em nome próprio intitulado “Geyser” que foi cotado com 4,5 estrelas no site All About Jazz e considerado pelo jornal “Público” como um dos grandes discos Jazz editados em Portugal. Uma noite de partilhas musicais por temas jazzísticos e outros do reportório de cada músico.


ZDB: Elias Bender Rønnenfelt & Gabriel Ferrandini – 21 de Agosto

Estreia mundial – Todos os anos nos Concertos L uma noite é da responsabilidade da conceituada Galeria Zé dos Bois em Lisboa, através de Sérgio Hydalgo. Este ano trazem-nos uma estreia mundial baseada numa residência artística a decorrer na Ponta do Sol. Dois músicos de referência internacional irão preparar um novo espetáculo que terá estreia na ilha da Madeira e que depois irá percorrer uma série de festivais e palcos pela Europa.

Elias Bender Ronnenfelt é uma das estrelas da música independente Europeia, vocalista de uma das bandas mais importantes do punk rock Dinamarquês os Iceage, banda que teve todos os seus álbuns de estúdio nomeado para o “Impala Best European Independent Album of the year award” e que têm sido cabeça de cartaz nos festivais mais emblemáticos da Europa e Estados Unidos. Elias Bender é um dos músicos mais respeitados da industria atual, “front-man” de outras formações como os Marchind Church.

A acompanhá-lo temos que aquele que é considerado como um dos mais geniais bateristas nacionais, Gabriel Ferrandini, membro integrante de bandas como Rodrigo Amado Trio, Red Trio entre outros , reputadíssimo nos círculos internacionais do jazz. Já colaborou com figuras de renome como Rob Mazurek e Evan Parker entre tantos outros. Ferrandini apresentou-se desde muito cedo com estilo muito próprio, tendo obtido a admiração e reconhecimento de grandes figuras da música e crítica. Um encontro improvável entre uma grande voz e personalidade do punk rock europeu com a excelência do free jazz português em estreia absoluta mundial nos Concertos L.


Lonnie Holley – 28 de Agosto

Os Concertos L tem sido uma verdadeira homenagem á arte e a sua comunhão espontânea com o seu público, Lonnie Holley é um daqueles artistas que simboliza totalmente essa comunhão. Um artista multifacetado que respira arte como se disso precisasse para viver, com uma história de vida tão impressionante quanto o seu trabalho.

Nascido em 1950 no Alabama, no epicentro de um sul repressor, foi um de 27 filhos, abandonado e criado por uma bailarina de burlesco. Um incêndio começou a sua vida artística em 1979 onde esculpiu lápides para os dois filhos de sua irmã, que morreram em casa nesse trágico acontecimento. Pai de 15 filhos é hoje um dos grandes símbolos de arte dos Estados Unidos da América.

Lonnie é um reputado Escultor Americano, chegou a expor na Casa Branca, tem a sua arte exposta nos mais consagrados museus como o Met ou o Smithsonian Art Museum. As suas esculturas, criadas com detritos são amostras comoventes dos desafios e tragedias de uma humanidade muitas vezes cruel, pode-se dizer que a música de Lonnie Holley vem de um lugar semelhante.

Lonnie Holley apresentou ao mundo o seu primeiro álbum em 2012 “ just before music” e logo captou a atenção da crítica como o Washington Post que o colocou nos 10 melhores álbuns do ano . Em 2013 seguiu-se o segundo álbum “keeping a record of it”.

Em 2018 lançou o seu mais ambicioso trabalho discográfico “MITH” que lhe valeu o destaque com as melhores críticas da imprensa como o The Guardian, Pitchfork e The Quietus e reconhecimento de músicos como o Bon Iver, Bill Callahan e Deerhunter. O The Guardian considerou MITH o melhor álbum do ano, um concerto de pura poesia e alma americana, simplesmente imperdível.


Silvia Pérez Cruz – 04 de Setembro

Silvia Pérez Cruz é detentora de uma das mais extraordinárias vozes da Espanha atual, vencedora dos prémios Goya em 2012 e 2017 na categoria “melhor canção original “, melhor voz pela conceituada Rolling Stone entre tantos outros prémios, esgota salas nos quatro cantos do mundo.

Filha dos músicos Càstor Pérez Diz e Glòria Cruz i Torrellas, desde bem jovem estudou solfejo, piano clássico, saxofone clássico, vindo mais tarde a se licenciar em canto-jazz pela Escola Superior de Música de Catalunha. Em 2012, lança o seu primeiro disco solo, com o título “11 de novembre”, muito bem recebido pela crítica, o que seguiu outros três, Granada em 2014, Domus em 2016 e Vestida de Nit em 2017.

A artista espanhola, com influências que vão do jazz ao flamenco, folclore espanhol, ligeiro entre outros mas que tem um estilo próprio, afirmou-se nos últimos anos enquanto uma das vozes-revelação da Península Ibérica. Na última vez que passou por Lisboa em 2017, para dois concertos esgotados no auditório da Gulbenkian o público aplaudiu-a de pé a meio do concerto. É impossível ficar indiferente a voz versátil, de extrema sensibilidade e emoção de Silvia Perez Cruz. Uma noite que será histórica.


Binkbeats – 14 de Setembro

Estreia Nacional – O produtor holandês, multi-instrumentista e compositor BINKBEATS , Frank Wienk , traduz sons orgânicos para composições musicais surpreendentes . O talento singular de Wienk deram-lhe reconhecimento internacional e muitos seguidores com sua série de vídeos Beats Unravelled. Tendo tido o elogios de artistas como o Thome Yorke dos Radiohead ou Gaslamp Killer. Desenvolveu o seu domínio do som num vocabulário próprio, produzindo composições que transcendem os reinos do IDM, jazz, hip-hop, música clássica, ambient pop, minimalismo e techno.

A famosa marca de software, Ableton, tem usado o trabalho de Binkbeats como uma referência, colocando-o no patamar de um dos mais engenhosos artesãos da música feita com base em loops, produzindo concerto oficiais da marca com o artista. Binkbeats consegue controlar toda uma orquestra de máquinas e instrumentos/objectos num só concerto.

BINKBEATS chamou a atenção do mundo com seus Beats Unravelled-series que culminou num concerto esgotado no Royal Albert Hall em Londres em 2015. Desde então lançou uma série de trabalhos originais com inserção de harmónicas, vocais melódicos, future jazz, precursão da Indonésia entre outros. Temas como Little Nerves já ultrapassa mais de 3 milhões de visualizações no youtube e recentemente foi convidado para trabalhar com realizador Roger Ross Williams, vencedor de um Oscar, no novo documentário da CNN, American Jail. Binkbeats faz o seu primeiro concerto em Portugal na Madeira, nos Concertos L.


Legendary Tigerman – 28 de Setembro

Encerramos a edição deste ano dos Concertos L com um dos grandes nomes da música em Portugal, falamos de The Legendary Tigerman alter-ego de Paulo Furtado. Com uma carreira com mais de 15 anos, 6 álbuns de originais, foi Disco do Ano e atingiu o Galardão de Platina.
Foi editado em Espanha (um dos Discos do Ano 2010 para o El Pais), França (incluído nas listas dos melhores Discos do Ano 2010 para as revistas Les Inrockuptibles, Rock & Folk e Telerama), Suiça, EUA, Canadá entre tantos outros.
Legendary Tigerman é sem dúvida um dos artistas lusos com maior reconhecimento internacional, foi o o primeiro português a actuar no Festival Trans Musicales de Rennes, Suiça, Alemanha, Bélgica, Inglaterra, EUA, Japão (Fuji Rock Festival – 7 Espectáculos em três dias, no maior Festival do mundo), Brasil, México, China.
Em Portugal, é, em 2008, um dos convidados especiais do Festival Rock In Rio Lisboa. Em Janeiro de 2011, chega a consagração nos Coliseus de Lisboa e Porto com duas salas esgotadas. Mas, The Legendary Tigerman não é só um projeto musical – aqui, a imagem, através (sobretudo) do cinema e da fotografia são tão importantes como a música.

No dia 19 de Janeiro de 2018 chega MISFIT, sexto álbum de originais, gravado no mítico estúdio Rancho de La Luna, tendo sido produzido por Paulo Furtado e co-produzido e misturado por Johnny Hostile, que trabalha regularmente com as Savages, enquanto a masterização ficou por conta de John Davis (Nick Cave, Royal Blood, Led Zeppelin).
Legendary Tigerman apresenta-se nos Concertos L num formato com contornos muito particulares fruto da dinâmica entre Paulo Furtado e João Cabrita, um encerramento de luxo a não perder.